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Mil palavras Guerra sem rostos

Octávio Ribeiro Jornalista

Osujeito da foto está em Melilla, cidade espanhola, no Norte de África. Vive de uma pensão de invalidez, paga por Espanha. Segundo fontes policiais é o maior recrutador de radicais islâmicos na Europa. A revelação surgiu ontem, no jornal espanhol `ABC'. Com a guerra no Médio Oriente, a Europa mostra-se mais uma vez vulnerável a atentados protagonizados por fanáticos como os mais de 200 jovens que o sujeito da foto terá recrutado para ações de morte.

Não se trata aqui de exortar a práticas de discriminação social em razão das crenças religiosas. Bem pelo contrário. A comunidade islâmica quererá tanto como todos os outros portugueses que o seu País fique a salvo de atos terroristas.

A inquietação é sobre o que terá mudado na segurança dos povos europeus, desde que os primeiros atentados sangrentos tiveram lugar em Madrid, vai para 20 anos. Muito pouco.

Dos assassinos de Paris, em 2015, só um sobreviveu. Cumpre pena de prisão perpétua. Diz-se envergonhado por não se ter feito matar. Contra tal ódio cego são necessários instrumentos legais que assumam o estado de guerra sem rostos.

Dom Américo Aguiar tomou posse como Bispo de Setúbal. Durante toda a cerimónia mostrou-se como é, um homem simples, alegre, próximo, amante da ação. Desde as realizações conseguidas pelo então jovem padre, sob a égide de Dom Manuel Clemente, então Bispo do Porto, até à Jornada Mundial da Juventude, Dom Américo sempre mostrou capacidade para fazer acontecer. Deixará marca profunda em Setúbal, na senda do inesquecível Dom Manuel Martins.

Contra o ódio cego são necessários instrumentos que assumam o estado de guerra sem rostos

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2023-10-29T07:00:00.0000000Z

2023-10-29T07:00:00.0000000Z

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